domingo, 7 de novembro de 2010

em branco

Não sabia que havia mais lágrimas pra derramar por você - disse Ella com o caração nas mãos - Então, desculpa pelo passado, até um dia meu amor, único e grande amor...- ouviu ele dizendo com voz trêmula e seus olhos brilhavam talvez pelo reflexo do sol...





Quanto tempo não sentia minha face molhada por águas salgadas e tristes, porque a vida me coloca nessas encruzilhadas onde não consigo simplesmente ir por um lado sem olhar pra trás e pensar " e se eu tivesse ido por ali? como seria? "



- Me deixa te amar mais uma noite? - pediu Ella segurando uma terceira gota teimosa que caia do seu olho esquerdo -

- Eu quis ter a menina mais bela, a princesa mais doce, e eu não consegui tranformá-la em rainha.


Tudo que veio á minha mente foi como pode isso tudo acontecer?? Eu amei até o ultimo momento, até o sabor do chiclete acabar. E então, agora eu vejo já nao resta nada além de lembranças...é bom viver de lembranças? Quando o custume chega e acaba com aquilo que passamos tanto tempo construindo o que faz? Eu parti pra outra. Eu amei outro, me apaixonei, fui tão fleiz, chorei tão pouco, descobri o meu prazer e que não preciso de você..mas que você faz falta. Eu não parei pra pensar no que estava fazendo ou no que queria acreditar ou não..eu simplesmente dei as costas pro que meu medo falava no meu ouvido.."volta, volta pra onde vc se sente bem, pro terreno que vc conhece, pro caminho que vc sabe o final..." Mas não, eu não quis, não aceitei voltar sem antes por em pratica aquilo tudo que acredito.

Eu apaguei você da minha memória, exclui sua lembrança, porque você me faz mal até em pensamento. Apesar de tanto te amar, esse sentimento já não existe mais em mim. Eu queria chorar e chorei muito quando percebi o que estava fazendo..mas não posso continuar a chorar. Eu foquei naquilo que estava a minha frente e vi a lua e olhei pro lado e vi as estrelas..e resolvi me guiar por esse caminho.

A vida, eu sei nunca será facil e legal de ser vivida..mas não será por isso que deixara de ser encarada como uma aventura errante..ainda não vejo com bons olhos e na verdade nem sinto tanta animação..
eu descobri que eu nasci mesmo pra brilhar, hahahaha...sempre todas nós mulheres achamos isso não?!!?
mas e quando achamos que podemos ser boas nisso mesmo, sem brincadeira.
Amo a ideia de ser tua e dos nossos filhos, amo a ideia de me casar com você e rir pra semrpe do seu lado..amo você. E digo porque eu sei que não é loucura ou cego, é totalmente racional...

Ainda vou chorar muito acho, por não te-lo ao meu lado, por ter tudo se acabado, por estar com outra agora...mas eu tambem estarei e serei feliz tambem...crescemos juntos e separados. Te amo aquele amor doente, que precisa de cuidado.

Tantas palavras eu tenho pra desabafar, coisas pra falar, dizer, gritar..qualquer coisa pra não me decepcionar, ou começar a chorar de novo o que ja não tem motivo pra chorar...Meu coração apertado doi, muito mesmo, se aperta e esfaqueia lembrando de você...Por sso optei por te esquecer e se possivel fosse, agora.

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

A liberdade tem seu preço.

" e no teu olhar, tonto de emoção, com sofreguidão mil venturas previ "

" pois há menos peixinhos a nadar no mar, do que beijinhos que eu darei na sua boca "

" é o fundo do poço, é o fim do caminho, no rosto um desgosto, é um pouco sozinho "


" minha dor é perceber que apesar de termos feito tudo o que fizemos. Nós ainda somos os mesmos e vivemos como os nossos pais. "


" azar! a esperança equilibrista sabe que o show de todo artista tem que continuar "


" é, só eu sei quanto amor eu guardei, sem saber que era só pra você "


" pra você guardei o amor que nunca soube dar "

As lágrimas que escorrem pelo meu rosto evaporam ao sol. A menina solitária ainda se sente só, mas não abandonada. Sei que não tenho escolha e apenas vivo com o que tenho, não desejo mais do que posso ou menos do que obtenho. Vivo de acordo com a realidade da minha vidinha. Não sou mais ou menos feliz do que você, apenas não temos a mesma concepção de alegria. Não sorrio com a mesma intensidade que você pois já passei por muita coisa nessa vida, que me amarguraram e cortaram. Queria estar ali, naquela roda dançando, poder me libertar de tudo isso que me prende, mas não consigo, travo nos meus preconceitos invisíveis.

Já tanto me pego esperando por quem não merecia meu tempo, que já não sei mais o que julgar correto. Dói a minha cabeça pensar e resolver. Ponho distância dolorida de você pois conheço seu teatro, me preservo de dúvidas futuras e enganos passados. Mesmo lembrando de como era bom estar ali, já não somos mais os mesmos daquele tempo. Vivemos tanto e tanta coisa aconteceu, involuntárias a nossa vontade, modificando o que temos por dentro, nosso ser. Sempre que lembro, me esqueço, você é mentira.

Vejo ali na esquina uma casa de cor verde onde meu coração corre desesperado pra viver. Procuro travesseiros para apoiar meu corpo, pensamentos cansados de pensar querem repouso no seu corpo, hoje á noite não quero dormir na minha cama. Quero gritar por paz, escutar apenas aquele vento. Quero medo ao dizer não e coragem pra dizer sim. Toco a dor que dói em mim e só. Pra que talvez, um dia, quem sabe, eu possa te dar aquele tal amor??...

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Caeiro

" Nem sempre sou igual no que digo e escrevo. Mudo, mas não mudo muito. A cor das flores não é a mesma ao sol de que quando uma nuvem passa ou quando entra a noite e as flores são cor da sombra. Mas quem olha bem vê que são as mesmas flores. Por isso quando pareço não concordar comigo, reparem bem para mim: se estava virado para a direita, voltei-me agora para a esquerda, mas sou sempre eu, assente sobre os mesmos pés —
O mesmo sempre, graças ao céu e à terra e aos meus olhos e ouvidos atentos e à minha clara simplicidade de alma ..."


O meu olhar é nítido como um girassol. Tenho o costume de andar pelas estradas olhando para a direita e para a esquerda, e de vez em quando olhando para trás...
E o que vejo a cada momento é aquilo que nunca antes eu tinha visto, e eu sei dar por isso muito bem...
Sei ter o pasmo comigo que tem uma criança se, ao nascer, reparasse que nascera deveras...
Sinto-me nascido a cada momento para a eterna novidade do mundo...
Creio no mundo como num malmequer, porque o vejo. Mas não penso nele porque pensar é não compreender...
O mundo não se fez para pensarmos nele (pensar é estar doente dos olhos)
Mas para olharmos para ele e estarmos de acordo.
Eu não tenho filosofia: tenho sentidos...
Se falo na Natureza não é porque saiba o que ela é, mas porque a amo, e amo-a por isso, porque quem ama nunca sabe o que ama nem sabe porque ama, nem o que é amar...
Amar é a eterna inocência, e a única inocência é não pensar...

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Eu nunca guardei rebanhos...

Como falar aquilo que todos vemos mas não enxergamos? Podemos sempre dar uma chance, querer e nunca ser como esperávamos que fosse. Não choro lágrimas que vejo mas sofro da tristeza transparente, de quem não sabe o que sente. Doce como mel os seus lábios a me tocar, quando não conseguimos mais gostar?

Sinto doer em mim esse vazio de não saber aproveitar o que está ao meu lado.


Quando vejo ao meu redor escuto vozes que não ouvi antes. Porque me fiz tão surda?


Quis por querer aquilo que não tinha antes, antes do tempo de poder ter. Pulei o tempo como sempre na pressa de viver, nem dei pela minha vida. E ela continua a viver sem mim, me deixando pra trás nessa solidão de quem não fica sozinha, de quem procura companhia, errada.


Não que a vida seja uma merda, mas poucas coisas nos fazem realmente ter vontade de viver. Comigo, cada detalhe é milagre. Me sinto sufocada com tanta vida, não posso com tamanha alegria..isso é de mais pra mim. Vejo em tudo dor, procuro sim, o sofrimento na vida e vivo ele muito mais intensamente.

" Toda loucura tem que ter um pouco de juízo e todo juízo tem que ter um pouco de loucura " cadê meu juízo onde só enxergo loucura? cadê a vida morta nos braços, no leito, do beijos morno da viúva que chora no pé da cova? Não tenho palavras que consolam, tenho palavras verdades, ditas.

Seguro tudo que posso pra não perder nada. Vivo errado pra ter o que eu quero, não sigo suas regras, crio as minhas, e manipulo pra que todos aceitem o que eu faço. Não é corretamente aceito socialmente falando, mas admita que fazemos isso. Controlamos o que alcançamos, regulando o que podemos, socamos e chutamos as paredes quando não temos.

Sabe aquilo que seus olhos veem? por um acaso eles enchergam? eles desejam? o que você pode tocar? é bom? macio? áspero? mas você gosta? quer ter? eu quero ser sua. Me toque então, me tenha sempre, não me perca, não me deixe fugir, não lamente, não pense, faça. Me engula na aventura.



Eu nunca guardei rebanhos, mas é como se os guardasse. Minha alma é como um pastor, conhece o vento e o sol e anda pela mão das Estações a seguir e a olhar. Toda a paz da Natureza sem gente vem sentar-se a meu lado. Mas eu fico triste como um pôr de sol para a nossa imaginação, quando esfria no fundo da planície e se sente a noite entrada como uma borboleta pela janela.
Mas a minha tristeza é sossego porque é natural e justa e é o que deve estar na alma quando já pensa que existe e as mãos colhem flores sem ela dar por isso.
Como um ruído de chocalhos para além da curva da estrada, os meus pensamentos são contentes. Só tenho pena de saber que eles são contentes, porque, se o não soubesse, em vez de serem contentes e tristes, seriam alegres e contentes.
Pensar incomoda como andar à chuva quando o vento cresce e parece que chove mais.
Não tenho ambições nem desejos ser poeta não é uma ambição minha é a minha maneira de estar sozinho.
E se desejo às vezes por imaginar, ser cordeirinho (ou ser o rebanho todo para andar espalhado por toda a encosta a ser muita cousa feliz ao mesmo tempo),
É só porque sinto o que escrevo ao pôr do sol, ou quando uma nuvem passa a mão por cima da luz e corre um silêncio pela erva fora.
Quando me sento a escrever versos ou, passeando pelos caminhos ou pelos atalhos, escrevo versos num papel que está no meu pensamento, sinto um cajado nas mãos e vejo um recorte de mim no cimo dum outeiro, olhando para o meu rebanho e vendo as minhas ideias, ou olhando para as minhas ideias e vendo o meu rebanho, e sorrindo vagamente como quem não compreende o que se diz e quer fingir que compreende.
Saúdo todos os que me lerem, tirando-lhes o chapéu largo quando me vêem à minha porta mal a diligência levanta no cimo do outeiro. Saúdo-os e desejo-lhes sol, e chuva, quando a chuva é precisa, e que as suas casas tenham ao pé duma janela aberta uma cadeira predileta onde se sentem, lendo os meus versos. E ao lerem os meus versos pensem que sou qualquer cousa natural — Por exemplo, a árvore antiga à sombra da qual quando crianças se sentavam com um baque, cansados de brincar, e limpavam o suor da testa quente com a manga do bibe riscado.

domingo, 26 de setembro de 2010

Desiludida.

Se antes tão triste me olhava no espelho querendo não ver reflexo, hoje fico feliz sabendo que tenho você na minha vida. Rindo e gritando, você nunca me faria chorar, me toca os lábios com carinho, respira no meu beijo com doçura. seu corpo me engole numa onda de frescor, nada disso seria novidade se não fosse nós dois ali. A situação nos faz estranhos no meio de tanta intimidade. SE ainda resta na vida felicidade, vejo em você esperanças.

Devagar vou reestruturando meu castelo, imaginando meu príncipe e como será seu cavalo branco. Quero ainda tudo aquilo que queria quando era a princesa do meu pai. Me perguntou sobre casamento, e me lembrou o quanto eu acreditava nisso tudo. Voltou à lembrança sonhos que esqueci nas lágrimas da dor.

Bonito é ver que tem gente que ainda ama, que crê nisso tudo e nos leva junto prum mundo que já não acreditava existir.

Quero a verdade disso, o porque a razão de ser assim. Entender como ainda não se corrompeu com o que cerca a liberdade, prendendo a felicidade atrás de grades tristes. Meus olhos não enxergam isso que você vê. Sinceridade, já houve tempo em que na minha vida cor de rosa era tudo lindo e cheio de amor, mas fiquei cega quando meu coração cansou de ser desiludido., o amor é exatamente isso, ilusão, ninguém quer ser desiludido, ver um mundo que mata você e se diverte com isso. Um lugar onde as pessoas te dizem o que deve ou não fazer, e se acham os donos da verdade. O que é a verdade?

Por isso eu acho bonito, você me dizer que acredita no amor, só os bobos apaixonados são capazes de aceitarem ser iludidos e não se sentirem ridículos com isso.

domingo, 5 de setembro de 2010

Quem sou eu?

E me achei no termo sem saber o que eu era ou o que estava fazendo. Até que alguém me falou: você é um caco de vidro em cima do muro. Sim, quem passa por mim pra chegar ao outro lado não só se arrisca como também sai machucado. E eu? eu fico suja, com marcas e resquicios da carne daquele que quis pular o muro invés de abrir o portão. Eu sou o desafio e a aventura mas uma hora a pessoa se cansa da brincadeira e toca a campainha. E eu fico ali, sozinha novamente, aguardando que outro alguém resolva se aventurar pelas minhas pontas afiadas. E tenta até sair ileso e quando o desafio é superado, toca a campainha.



Aos seus olhos o que eu fui? NADA; me conformo com o nada...mentira. Ser nado dói num coração que não existe. MInha carne fresca nunca foi desejada ás suas mãos, elas me cortarm, me arranharam e dilaceraram minha alma. Seu corpo penetrando em mim sufocou meu gozo, morreu, enforcado, esfaqueado. Meu útero chora a sua falta. Meus lábios secos, cortados, sangram a falta de você e minhas mãos, seu rosto, já não acham razões para ter dedos. Meu monte de eu procura onde foi que você injetou o veneno, corre em meu sangue e cresce matando no meu ventre.



Aos seus olhos o que eu sou? Objetivo, me possuir, me conquistar, poder dar mesmo que a força um beijo nos meus lábios. Minha carne fresca, meu corpo mudado, estranho, dilacerado você quer comer na mesa de jantar, na cama, no canteiro de flores. Seu cheiro de álcool me dá medo, não sei se pensa com que que cabeça. Sua falta de lucidez lhe dá coragem, agora, possui, entra em mim achando que plantará a ânsia de ser sua em meu colo. Meus olhos lânguidos procuram no céu respostas, não tento te tirar daqui, canso, eu quero, choro, morro em seus braços e mesmo assim não para.


Aos seus olhos o que serei? Eu ainda não sei.

Sou só uma garota confusa procurando paz de espirito, nos seus braços, outros abraços. Me perdendo mas nunca me achando. Sabendo que poderei me arrepender, doer em minha alma morta não ter querido te ter mais uma vez. Presa em mim mesma não consigo fugir. Mas pra isso não desisto, entrei no labirinto quando nasci e não vai ser morrendo que encontrarei a saída. Não sei quando e nem se algum dia sairei dele, mas sei que tudo que possui um começo tem também um fim.

Se já não morri, não sei porque me mantenho viva.

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Traga-a para mim

Sentei hoje á frente do computador e queria escrever. Queria falar e gritar, tava com tanta raiva dentro de mim que não conseguia por em palavras o que estava se passando com meus hormônios nessa sopa de elementos nojentos do meu corpo podre. Sei que minha cabeça doía e minhas mãos tremiam, meu coração batia rápido e se contorcia num malabarismo para me deixar enjoada de viver. E conseguiu.

Quero vomitar as alegrias e felicidades não vividas, quero matar as esperanças ainda vivas, quero que tudo se queime na falta de fé e boa vontade das pessoas fúteis e escrotas que vivem nessa merda desse mundo. Não quro saber, cansei...escutou? EU C A N S E I !!!!!!!!!!!! tô farta desse mesquinhez sempre, dessa preocupação de ter que ser e ter e blá blá blá e essa palhaçada todo que virou a vida dos seres humanos.

Uma vez, e poucas veses voltarei a falar desse amigo, disse que largaria tudo na boa pra ir viver no mato sobrevivendo da pesca...mentira, assim como tudo que sai da boca dele, essa era apenas mais uma mentira contada para me fazer ir pra cama com ele...nojo, escargo...nunca conseguiremos nos livrar na sociedade. Ela nos segue e nos conduz num corredor em direção á igualdade de pensamentos, lavagem cerebral, faremos tudo o que mandar ó mestra...putaria pura

Queria escrever as palavras que meu peito dói, meu estômago roda e meu mundo gira cada vez mais rápido em direção á morte...MORTEEEEEEE , quando acho que chegou minha vez ela se perde nos caminhos dos mortos...esquece de mim e diz que vem me buscar numa outra hora...será que faz de sacanagem? linguagem chula..pra ver sofrer nesse purgatório?! porque será que nunca chega?

Eu já me cansei de imaginar aminha morte, tá tentei cortar os pulsos e não consegui, tiraram as giletes de perto de mim, não as achei mais. Tentei uma vez me cortar com a faca mas chegarm á cozinha antes de enfiá-la no peito..o que cheguei mais perto da morte foi tomar um monte de comprimidos para dormir e acabei vomitando no meio da sala. A morte conspira contra mim, não há nada que eu possa fazer pra mudar a situação..não consigo e nem posso enganar a morte para morrer...mas será que consigo boicotar avida?

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Enfie a faca no meu peito e goze

A paixão é como o fósforo, depois de aceso queima, e depois de queimado não resta nada fora as cinzas do que um dia já foi abstrato. Nossos olhos desejam, nosso corpo treme de vontade, nosso coração corre de encontro a morte. Mas ao final de três meses, o fogo antes tão presente queimando a alma se esfria como nitrogénio líquido, trinca e quebra, dói e machuca. E assim mais um ponto na vida nos faz sangrar.


Não posso dizer que vejo um fim bonito da minha vida mas não posso negar que vejo um fim. Mas tudo se torna mais fácil quando percebemos que não somos imortais. Saber que sangramos nos torna doentes. Corte um pedaço da carne e deixe o sangue arder na ferida aberta de um corpo já nem tão fresco assim, leve o líquido á sua boca e me diga o gosto que tem. Quente, encorpado e suculento, sangue é o alimento preferido dos vampiros.

Antigamente meu coração chorava lágrimas ácidas que corroíam meu corpo, minha alma. Hoje o que mais me machuca são as lágrimas que não são choradas, aquelas que meu coração sente mas não consegue expelir. Essas são as que mais destroem o que temos por dentro mesmo que não reste muita coisa. Elas devastam o que tem pelo caminho, esperança, fé, calma. Acabam com o que temos de melhor, carinho, compreensão, amor...os dspojos putrefam no canto da alma, ou pelo menos o que sobrou dela...


terça-feira, 17 de agosto de 2010

Dentro de mim

Imaginei o que aconteceria se um dia eu tropeçasse, se caisse, se amasse. Quis nunca me importasse. Mas desejei, possuir, ter. Nada faz muito sentido dentro de mim, ninguém entende quando eu digo, só fiz porque quis. Amei e amaria mais se pudesse, se houvesse a chance que disseste que me daria.

E mais uma vez fiquei esperando o fim, sentada e consentida da situação que me foi imposta pela vida triste e implacavelmente crua. Deixei que me fizeste de puta pelos meus sinceros sentimentos. Você não vale minha carne que comeste.

Quereria seu corpo ao meu lado, no leito de nossa morte, no colchão lá naquele motel que tantas veses queimou minh'alma com seus gemidos e gozos. Me corrompe o pecado na mente, me destrói furtuitamente, me despreza pelo belo, pelo dinheiro, sucesso, pelo comodo. Te tanto amei naquelas noites ao luar, escutei suas palvras, me fez corar, acreditei mesmo quando não queria acreditar, me enganou, mentiste pra mim, aproveitador.

Me mostrou quem não era ser, monstro ou doutor? só saiba que me machucou, suas mentiras, marcou, e agora sinto em mim, a cada dia, lentamente, que acabou. Pra você talvez há muito tempo já tinha posto ponto no fim mas eu ainda tinha tia Esperança que ainda teima em não morrer. Assassinada, homicídio doloso, podem me prender que fui a autora.

Fim sempre chega pra tudo que possuiu um começo.

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Sem lágrimas

Vou contar uma história que aconteceu com Liv, pouco antes de ir viajar. Ela se apaixonou por um cara que era comprometido. Tudo lindo, maravilhoso, cheio de paixão. Oportunidade de encantar com aquilo que era belo. Palavras cheias de magia que enfeitiçavam seu coração. Todo mundo falava pra ela que ele era um canalha, que nunca deixaria sua namorada pra se aventurar numa relação de apenas dois meses, que nada daquilo fazia sentido nesse universo.

Liv nunca quis saber, só pensava em viver aquela alegria enquanto durou. Noites lindas de amor e sorrisos de orgasmos contidos e exaltados. A atração fatal de dois corpos jovens, cheios de tesão e frustrados de outros amores. Liv se deixou cair no conto do lobo mau.

Tentamos em vão mostrar á ela o quanto mentiroso era aquele homem, que enganava sua namorada, que se prendia por princípios tortos àquele namoro e prometia falsas promessas por que era conveniente á ele ter Liv por perto. Sua fuga de um relacionamento de merda.

Até que um dia a viram com ele e contaram pra sua namorada. Liv tão cheia de esperanças havia imaginado que era sua chance de ter com ele aquela felicidade que tanto sonhou...tadinha, fiz tudo que pude para amenizar o sofrimento que todos sabíamos que ela passaria. Não, ele não tava nem aí pro que a namorada ia achar, tava mais puto com a fofoca que fizeram. E Liv? nem fazia parte de seus planos, disse pra ela que estava confuso e não sabia o que faria da sua vida. Minha amiga não chorou e nunca mais tivemos notícias do dito cujo.

O que aprendi com isso? nunca se envolva com quem já está envolvido com outro, não queira se apaixonar loucamente, deixe a paixão te pegar de surpresa. Não acredite em palavras bonitas e nem em promessas que lha pareçam milagres, promessas são fáceis de serem feitas mas muito difíceis de serem cumpridas. Contos de fadas não existem, você vive na Terra, caia na real, isso aqui dói muito, não há um príncipe encantado e só seu pai acha que você é uma princesa. Aliás, as únicas pessoas que te amam de verdade são eles, acredite no que dizem por que praga de mãe e pai sempre pega. Se quiser um sexo casual, certifique-se de que ele que o mesmo que você. Nunca, mais nunca mesmo, transe por transar com o cara que está apaixonada! Só passe a noite com ele se tiver a certeza de que você não é o "sexo casual"dele, e que o dito cujo também está apaixonado por você e que existe a possibilidade de um romance futuro.

Lembre-se que nem todos os homens são iguais mas a grande maioria é feita de canalhas, aproveitadores, mentirosos, enroladores, que irão levar você pra cama e depois irão dizer que "estão confusos e não sabem o que fazer da vida", porque são incapazes de simplesmente terminarem com você. São caras babacas e palhaços que se sentem bem enganando mulheres ingenuas.

Enfim, Liv foi morar em outro estado e nunca mais vi a cara daquele homem até ontem. Fui na padaria e o vi com uma menina, devia ter uns quinze anos, e estavam felizes, rindo, brincando e pude ver a sinceridade nos olhos dele. Mas com a minha amiga também era assim, sinceridade nos olhos, no coração e não entendi porque de tudo haver acabado daquele jeito. Lembro que na época Liv me parecia muito calma, serena e perguntei á ela por que não dava um escândalo, sei lá, armava o maior barraco com o cara afinal havia sido um puta cafageste com ela. E a resposta foi simples, disse que não havia por que se preocupar pois se fosse pra ficarem juntos a vida o traria de volta, sempre acreditou na sinceridade dele mas havia uma razão pra não ficarem juntos e haveria de se contentar com isso, não poderia fazer nada pra evitar o fim e smepre soube que um dia ele chegaria. Teria que deixá-lo ir pois era a missão dele e não dela. Liv falou sobre coisas que me deixaram perplexa, fiquei dias pensando sobre isso tudo.

Não sei porque mas fiquei mais calma e pude refletir sobre as pessoas na minha vida e o que elas significaram pra mim. Bem pouco na verdade, raros os homens que foram realmente importantes pra mim e poucos amigos me fizeram feliz. Vi que a maioria daqueles moleques que peguei foram usados e me usaram também, me senti mal.

Estou contando tudo isso porque hoje compreendo que pessoas entram e saem da nossa vida, chegam e vão embora, elas não precisam marcar ou ficar pra sempre, quando acaba ficam no passado. Liv sabia disso e não transformou a decepção em mágoa ou rancor, simplesmente soube lidar com a situação e ficou muito bem...foi o primeiro rompimento sem lágrimas que eu vi!!

domingo, 15 de agosto de 2010

Borboletas

Bato asas para lugares infinitos, vejo montanhas cumes brancos, daqui parecem torrões de açúcar. Quero uma companhia para voar, do que adianta isso tudo se não há com quem compartilhar?! Não me cortem as asas, eu só parei pra descansar. Ás veses paro aqui só pra apreciar a solidão...ter asas não me fazem mais feliz porém são únicas, autênticas, minhas.
Vejo, viajo, vigio, tudo tão lindo, belo com seus pequenos defeitos. Não guardo nada na lembrança, a paisagem muda a forma mas não a essência.

Estava esperando um "amigo", que assim como outras veses me deu um bolo, sumiu, sem dar desculpas ou ter comigo alguma consideração. Enfim, fui com uma amiga da faculdade dar uma volta no camelo no centro da cidade, e no meio da rua vi um pequeno gatinho, sendo quase pisotiado por uma homem gordo (ou essa era a minha desculpa pra poder pegá-lo). Ele tinha um irmãozinho, deviam ter um pouco mais de doze dias, não pensei duas veses, catei os dois e levei pra casa.
Passaram dois dias em casa, dei comida e carinho, tentei achar um lugar para eles ficarem mas não achei nenhuma casa de abrigo. Tive que levá-los a muito custo e contra a minha vontade para Suipa. Falei para todos que queria e podia cuidar deles, que não me importava em gastar praticamente quase todo o meu salário naqueles dois gatinhos. Cácá e Dádá, sentirei saudades dos meus bêbês. Pensei em até me voluntariar na Suipa, pra ajudar, sei lá...


Oh! que saudades que eu tenho, da aurora da minha vida, da minha infância querida, que os anos não trazem mais. Que amor, que sonhos, que flores, naquelas tardes fagueiras à sombra das bananeiras, debaixo dos laranjais. Como são belos os dias do despontar da existência! -Respira a alma inocência como perfumes a flor. O mar -é lago sereno. O céu -um manto azulado. O mundo -um sonho dourado. A vida -um hino d'amor! Que aurora, que sol, que vida, que noites de melodia naqueladoce alegria, naquele ingênuo folgar! O céu borbado d'estrelas, a terra de aromas cheia, as ondas beijando a areia, e a lua beijando o mar! Oh! dias da minha infância! Oh! meu céu de primavera! Que doce avida não era naquela risonha manhã! Em vez de mágoas de agora, ei tinha nessas delícias de minha mãe as carícias e beijos de minha irmã! Livre filho das montanhas, eu ia bem satisfeito, de camisa aberta o peito, -pés descalços, braços nus-, correndo pelas compinas, a roda das cachoeiras, atrás das asas ligeiras das borboletas azuis! Nauqeles tempos ditosos ia colher as pitangas, trepava a tirar as mangas, brincava à beira do mar. Rezava às Aves-Marias, achava o céu sempre lindo. Adormecia sorrindo e despertava a cantar! Oh! que saudades que eu tenho, da aurora da minha vida, da minha infância querida, que os anos não trazem mais! -Que amor, que sonhos, que flores, naquelas tardes fagueiras a sombra das bananeiras, debaixo dos laranjais!

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Meu coração apertado, chora coisas que não viveu. Medo causa em mim sombras de dúvidas claras e loucas. O frio é insuportável. Crio barreiras ao meu redor para que ninguém chegue até o fundo de mim, ruínas de alma se encontram escondidas ali no canto...mas deixe-as gritar, só estão com medo.

O fim de um amor é o início de outro maior ainda. A descrença e a frustração destroem sonhos antes tão consolidados. Antes se preservar, do que morrer jogado á céu aberto.

Saudade se mata com amor...quem sabe o que é amor?

"se perguntar o que é o amor pra mim, eu não sei responder, eu não sei explicar. Mas sei que o amor nasceu dentro de mim, me fez renascer, me fez despertar. Me disseram uma vez que o danado do amor pode ser fatal, dor sem ter remédio pra curar. Mas disseram também que o amor faz bem e que vence o mal, e até hoje ninguém conseguiu definir o que é o amor...QUANDO A GENTE AMA BRILHA MAIS QUE O SOL, É MUITA LUZ, É EMOÇÃO, O AMOR. QUANDO A GENTE AMA É UM DO CLARÃO DO LUAR, QUE VEM ABENÇOAR, O NOSSO AMOR."

É triste ver um amor acabar, faz com que nos sintamos desamparados, como se já não valesse a vida. A tristeza marca o coração não fazemos ideia de que trauma causa no inconsciente.
Nunca deixe o seu amor morrer, não duvide dele, não gaste ele. Simplismente ame!

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Enjoy

Me guia nesse mundo escuro, sem luz não vejo onde piso. Meus pés sentem um chão não tão seguro, sinto meus joelhos bambearem...um frio na barriga e quase caio, cade você? já não havia dito que não estava enchergando?

Procurei a parede pra ganhar estabilidade, não achei. Desço as escadas, caio, levanto e suspiro, doeu mais na alma do que no corpo. Ainda nenhum sinal de luz...porque tudo tão breu?

De repente as escadas sobem e um pouco de verde aparece no fim das escadas em caracol, mas como se fosse vagalume sumiu ou morreu. Chamo pelo seu nome mas você não vem, estou com tanto medo e ninguém me ajuda...

Pode por favor acender as luzes? não tem mais graça a brincadeira. Daqui a pouco um gato mia, agora é a minha vez de te guiar. Me dá a mão e siga-me, vou te soltar ali...

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Divagando

Porque não paramos de chorar? olhei pro horizonte e não achei repostas. A noite vai embora e leva com ela tudo de ruim que a escuridão trouxe. O sol chega e limpa a vida como se fosse uma nova chance de acertar. Não creio em metade do que falo mas é necessário ser dito. Quando se tem amigos se vive mais e melhor, e quando não se tem o que fazemos? comemos chocolate.

A melhor coisa que existe no amor, é fazer amor. Pena que necessitamos de um homem para isso. Quero te abraçar e te beijar, mas não posso.


É claro que a vida é boa, e a alegria a única indizível emoção. É claro que te acho linda, e em ti bendigo o amor das coisas simples. É claro que te amo, e tenho tudo para ser feliz, mas acontece que sou triste...

se fosse tudo rosas...minha vida seria menos preto e branco, teria um tom vermelho sangue por tras de tantas lágrimas em tons cinzas. Se amar pra você é motivo pra viver, não entendo porque...

sinto ainda um buraco no meu peito, como se faltasse parte de dentro de mim...eu a perdi ou nunca a encontrei? e saber que a esperança é a última que morre quando você quer se livrar de um amor não correspondido...?

falem por vocês, eu ainda acho a morte mais interessante...quem pagará meu enterro e as flores, se um dia eu morrer de amores?