o que eu poderia fazer? meu coração chorava sem que um lágrima caísse dos meus olhos..meu medo era tão grande que não sabia se seria capaz de suportá-lo...quis fugir dali. Eu não sei como reagir numa situação dessa..quando escuto eles falando no meu ouvido todas aquelas besteiras tenho vontade de cometer arakiry. .na verdade não sei se quero me matar ou matá-los.
sei que me pira quando desatam a falar sem entender que falam á toa, sem entender que falam sem respirar. Metralhadora? as suas palavras soam como tiros no meu cérebro...
escutar? não creio que tenham essa capacidade...
quando me perguntam porque todo o meu estresse é porque não sabem o que se passa na minha cabeça. Nervos á flor da pele, é fácil perder a paciência...
Pior que eu tento!! a burra aqui ainda tenta conversar, ter calma, mas fica difícil quando ninguém copera...
aprendi na igreja os mandamentos de Deus...mesmo que acreditemos e depositemos nossa vida nas mãos Dele não necessariamente teremos o que queremos...Ele sabe o que é melhor pra mim...e mesmo que nesse exato momento eu tenha desacreditado que Ele possa me ajudar a resolver os problemas que há na minha vidinha tão vazia...
pai, mãe, irmãs...garotos...faculdade...futuro...
Deus? a...Deus...
quarta-feira, 18 de novembro de 2009
domingo, 4 de outubro de 2009
Eu sentei na janela e senti o vento balançar os meus cabelos. Pensei em todos os momentos felizes e imaginei se valeria a pena esperar por mais. Sempre fiz o que quis, nunca me importei se alguém se magoava comigo...
Paguei um preço alto pela liberdade que tenho, meu pai já não me abraça e minha mãe só sabe falar " vai trabalhar quando?" ai que sacoooo
Saio quase todo fim de semana, durmo quase sempre fora, conheço uma caralhada de gente que me adora e eu nem sei os seus nomes!!!! Eu to no meio de uma crise existêncial e essa janela me parece muito atraente.
Talvez a queda não seja tão doída mas eu posso não morrer e doer mais ainda...
Tô achando que subir aqui foi uma péssimaaaaa ideia...como eu vou sair? como eu cheguei aqui?? ai merda...não me lembro...
Alguém me chamou lá atras...Liv!!
Essa é uma amiga que todos deviam ter...ela topa tudo mesmo que eu a leva pra maior furada...
Agora ja não estou mais sentada na janela...mas ainda sinto o vento nos meus cabelos. Ainda penso nos momentos felizes mas dessa vez acho que todos eles valeram a pena...
Paguei um preço alto pela liberdade que tenho, meu pai já não me abraça e minha mãe só sabe falar " vai trabalhar quando?" ai que sacoooo
Saio quase todo fim de semana, durmo quase sempre fora, conheço uma caralhada de gente que me adora e eu nem sei os seus nomes!!!! Eu to no meio de uma crise existêncial e essa janela me parece muito atraente.
Talvez a queda não seja tão doída mas eu posso não morrer e doer mais ainda...
Tô achando que subir aqui foi uma péssimaaaaa ideia...como eu vou sair? como eu cheguei aqui?? ai merda...não me lembro...
Alguém me chamou lá atras...Liv!!
Essa é uma amiga que todos deviam ter...ela topa tudo mesmo que eu a leva pra maior furada...
Agora ja não estou mais sentada na janela...mas ainda sinto o vento nos meus cabelos. Ainda penso nos momentos felizes mas dessa vez acho que todos eles valeram a pena...
sexta-feira, 6 de março de 2009
Ouro
Victor era conhecido por colecionar mulheres, todas queriam entrar na lista dele, eram apaixonadas, coitadas.É um cara charmoso, já com uns 24 anos, galante, até Ella já cedeu ao encanto das suas palavras bonitas.
Victor ficou muito doente, foi parar na UTI com uma pneumunia surreal. Os médicos, alguns eram amigos dele, começaram com a bateria de exames e deram o diagnóstico á ele. Um garotão de (naquela época) 22 anos pegou AIDS porque "esqueceu" de por a camisinha quando foi transar com alguma burguesinha da sua lista. Sua vida se transformou, perdeu alguns amigos para o preconceito mas ganhou outros que o apoiaram e lhe deram força e esperança.
Ella sentou na cama ao lado dele e perguntopu como estava. Victor frequentava terapeutas e ainda não havia se acustumado como coquetel. A menina o abraçou e deu um beijo nele. O beijo dele era arredio, esquivo, não se entregava mais aos beijos que beijava. Seus olhos , antes tão objetivos, vagavam agora sem direção com uma expressão de quem está sempre há procura de alguma coisa. Seu sorriso ficou contido e raramente se ouvia ele rindo. Ficar ao lado dele era como esperar o sol se apagar e a lua cair na Terra.
Eles se deitaram e Ella contou á ele o que estava acontecendo com ela. Victor virou um excelente ouvinte e um ótimo aconselhador, perdeu o medo de demonstrar as emoções, de falar o que sente ou o que pensa. Virou um grande amigo, irmão. Disse á Ella que era medo de ficar sozinha, que beleza não é caráter, ela pode ser do jeito que quiser que por onde passar irá atrair á todos por que seu olhar é amaável, carinhoso e aconchegante.
E antes de fechar os olhos pra dormir, disse com muito carinho pra ela nunca se esquecer: " Nem tudo que reluz é ouro"
Victor ficou muito doente, foi parar na UTI com uma pneumunia surreal. Os médicos, alguns eram amigos dele, começaram com a bateria de exames e deram o diagnóstico á ele. Um garotão de (naquela época) 22 anos pegou AIDS porque "esqueceu" de por a camisinha quando foi transar com alguma burguesinha da sua lista. Sua vida se transformou, perdeu alguns amigos para o preconceito mas ganhou outros que o apoiaram e lhe deram força e esperança.
Ella sentou na cama ao lado dele e perguntopu como estava. Victor frequentava terapeutas e ainda não havia se acustumado como coquetel. A menina o abraçou e deu um beijo nele. O beijo dele era arredio, esquivo, não se entregava mais aos beijos que beijava. Seus olhos , antes tão objetivos, vagavam agora sem direção com uma expressão de quem está sempre há procura de alguma coisa. Seu sorriso ficou contido e raramente se ouvia ele rindo. Ficar ao lado dele era como esperar o sol se apagar e a lua cair na Terra.
Eles se deitaram e Ella contou á ele o que estava acontecendo com ela. Victor virou um excelente ouvinte e um ótimo aconselhador, perdeu o medo de demonstrar as emoções, de falar o que sente ou o que pensa. Virou um grande amigo, irmão. Disse á Ella que era medo de ficar sozinha, que beleza não é caráter, ela pode ser do jeito que quiser que por onde passar irá atrair á todos por que seu olhar é amaável, carinhoso e aconchegante.
E antes de fechar os olhos pra dormir, disse com muito carinho pra ela nunca se esquecer: " Nem tudo que reluz é ouro"
Esperanças
Ella olhou pro porteiro e deu boa noite, ele comentou que não a via há muito tempo e tudo estava na mesma. Ella piscou um olho e entrou no elevador. Odiava elevadores, a faziam pensar em tudo aquilo que queria apagar da mente...
Olhou no espelho e refletiu, tantos homens a desejavam, mulheres a invejavam...mas se não fosse sexy o tempo todo alguém a notaria? Numa sociedade em que a beleza externa é valorizada de tal forma que se você não se ajusta á ela, é simplesmente desvalorizada. Mulher virou um pedaço de carne, não é desejo que atrai á ela e sim a fome insaciável do homem de querer ter o máximo.
Se olhava no espelho e não via outra forma de chamar atenção que não fosse pelo corpo. Teria tanta coisa pra falar, outras belezas a serem descobertas mas ninguém procura aquilo que não se pode ver; Apenas queriam aquilo que seus olhos viam, desejavam, ansiavam...
E se mudasse? e se deixasse de ser aquilo que os outros esperavam que ela fosse? teria como sobressair dentre as outras mulheres que expõe seus corpos aos famintos lobos desse mundo onde quanto mais gostosa for mais atenção irão te dar; onde a inteligência espanta porém o tamanho dos seios e da bunda atrai.
Ella não se achava tão atraente, não acreditava que pudesse se destacar entre dois pares de peitos. Não, todos só olhavam pra'quilo que podem pegar, pôr a boca, ter...
Suspirou, nada haveria de mudar. Cobertura, Victor abriu a porta, deu um beijo nela e a levou pro quarto.
Olhou no espelho e refletiu, tantos homens a desejavam, mulheres a invejavam...mas se não fosse sexy o tempo todo alguém a notaria? Numa sociedade em que a beleza externa é valorizada de tal forma que se você não se ajusta á ela, é simplesmente desvalorizada. Mulher virou um pedaço de carne, não é desejo que atrai á ela e sim a fome insaciável do homem de querer ter o máximo.
Se olhava no espelho e não via outra forma de chamar atenção que não fosse pelo corpo. Teria tanta coisa pra falar, outras belezas a serem descobertas mas ninguém procura aquilo que não se pode ver; Apenas queriam aquilo que seus olhos viam, desejavam, ansiavam...
E se mudasse? e se deixasse de ser aquilo que os outros esperavam que ela fosse? teria como sobressair dentre as outras mulheres que expõe seus corpos aos famintos lobos desse mundo onde quanto mais gostosa for mais atenção irão te dar; onde a inteligência espanta porém o tamanho dos seios e da bunda atrai.
Ella não se achava tão atraente, não acreditava que pudesse se destacar entre dois pares de peitos. Não, todos só olhavam pra'quilo que podem pegar, pôr a boca, ter...
Suspirou, nada haveria de mudar. Cobertura, Victor abriu a porta, deu um beijo nela e a levou pro quarto.
quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009
Só...
Dois dias haviam se passado, o mundo ainda rodava, sempre pra frente e Ella estava sentada na arei da praia escutando os sons do vento e fumando um cigarro. As ondas quebravam á cem metros adiante e pareciam cada vez mais atrativas. Apagou o cigarro na areia e correu pro mar de roupa e tudo, um mergulho naquela água morna de fim de tarde, naquela praia vazia de início de manhã...
Ella deitada na canga pensava no mundo ao seu redor que nunca parava de andar, nunca pra trás...cansada, exausta de cobranças e pressões que não haveriam de acabar esse ano se deixou derramar uma lágrima no meio daquele deserto onde ninguém haveria de ver sua fraqueza escorrendo pela sua face.
As estrelas que surgiam no céu iam despertando a força, a esperança e um sentimento de passagem no seu coração(ou na sua mente). Se sentiu feliz por estar ali, por ver aquele céu tão lindo que não conseguia mais enxergar da janela da sua casa, sortuda por ter tudo aquilo como espectadores da sua tristeza tão ínfima diante do universo, sortuda por sua tristeza ser tão ínfima diante do universo...
Quis fechar os olhos e dormir ali, pra não acordar mais, pra sumir,pra'quela areia engoli-la e aquela água enterrá-la. Mas como tudo na vida d'Ella, que costumava ser rápido e tumultuado, esse momento foi interrompido pelo toque de um celular que gritava uma música incompreensível aos nossos ouvidos.
Uma voz masculina chamava por Ella, por seus beijos, por seu corpo. Victor aclamava sua presença na casa dele que ficava, simplesmente, do outro lado do calçadão. Ella suspirou, levantou, olhou pro mar e andou. Do outro lado da rua deu uma última olhada pro céu e sorriu, derrepende tudo pareceu mais fácil e gostoso.
Ella deitada na canga pensava no mundo ao seu redor que nunca parava de andar, nunca pra trás...cansada, exausta de cobranças e pressões que não haveriam de acabar esse ano se deixou derramar uma lágrima no meio daquele deserto onde ninguém haveria de ver sua fraqueza escorrendo pela sua face.
As estrelas que surgiam no céu iam despertando a força, a esperança e um sentimento de passagem no seu coração(ou na sua mente). Se sentiu feliz por estar ali, por ver aquele céu tão lindo que não conseguia mais enxergar da janela da sua casa, sortuda por ter tudo aquilo como espectadores da sua tristeza tão ínfima diante do universo, sortuda por sua tristeza ser tão ínfima diante do universo...
Quis fechar os olhos e dormir ali, pra não acordar mais, pra sumir,pra'quela areia engoli-la e aquela água enterrá-la. Mas como tudo na vida d'Ella, que costumava ser rápido e tumultuado, esse momento foi interrompido pelo toque de um celular que gritava uma música incompreensível aos nossos ouvidos.
Uma voz masculina chamava por Ella, por seus beijos, por seu corpo. Victor aclamava sua presença na casa dele que ficava, simplesmente, do outro lado do calçadão. Ella suspirou, levantou, olhou pro mar e andou. Do outro lado da rua deu uma última olhada pro céu e sorriu, derrepende tudo pareceu mais fácil e gostoso.
quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009
Sem rumo
Em casa, refletia no que ia ser da sua vida nesse ano. Afogava todas as suas mágoas no álcool, seus estresses no cigarro e sua carência em "ficadas".
A faculdade havia começado e nem sabia se era realmente aquilo que gostava, passava na cabeça a ideia de estar se enganando ou pior, medo de não ser boa o suficiente pra sair de lá empregada. Não confiar na capacidade de sua inteligência, não confiar em si mesma...como cheguei a esse ponto?
Livi sempre soube o que fazer, nunca teve medo, sempre soube do que era capaz...os pais dela nunca a pressionaram pra ser o que eles gostariam que ela fosse, sempre foi a mesma menina, do sorriso doce, dos gestos carinhosos e de andar tímido. Ah, como amava aquela garota, tão delicada em sua essência. Pela diferença a amizade cresceu, mas Livi passou pra facul publica em outro estado. Menina cabeçuda. Estava tão feliz por ela, tanto orgulho da amiga. Tanta falta faria aquela alegria do seu lado...o que seria daqui pra frente viver sem Livi?
Amizade é uma coisa importante, te dá suporte, alegria, confiança..sem amigos ficamos tão sozinhos, abandonados..Não parecia mas um ano já havia se passado sem que as dúvidas fossem embora dos pensamentos. Doía tanto ficar sem ela, sem um pedaço do coração..
Ahhh, a faculdade...a galera. Não acredito como conseguimos nos encontrar. São os melhores amigos que podiam existir no mundo, foram as pessoas que eu escolhi para andar, para conviver, pra zoar...pra crescer. Amo cada um deles por sua deficiência, eles não são perfeitos e nem tentam parecer, por isso que me sinto tão a vontade ali.
Encontrei lá um bom motivo pra viver...a simplicidade de um amor fraternal...
Livi sempre será minha irmãzinha, sempre cuidei das pessoas ao meu redor e sempre senti falta de um irmão mais velho, alguém que me enchesse o saco mas me amasse incondicionalmente, que me protegesse e cuidasse de mim...enfim, Bill não era tão chegado assim em mim mas o tempo nos aproxima de pessoas que nunca imaginaríamos, eu amo você..seu chatooo...
A faculdade havia começado e nem sabia se era realmente aquilo que gostava, passava na cabeça a ideia de estar se enganando ou pior, medo de não ser boa o suficiente pra sair de lá empregada. Não confiar na capacidade de sua inteligência, não confiar em si mesma...como cheguei a esse ponto?
Livi sempre soube o que fazer, nunca teve medo, sempre soube do que era capaz...os pais dela nunca a pressionaram pra ser o que eles gostariam que ela fosse, sempre foi a mesma menina, do sorriso doce, dos gestos carinhosos e de andar tímido. Ah, como amava aquela garota, tão delicada em sua essência. Pela diferença a amizade cresceu, mas Livi passou pra facul publica em outro estado. Menina cabeçuda. Estava tão feliz por ela, tanto orgulho da amiga. Tanta falta faria aquela alegria do seu lado...o que seria daqui pra frente viver sem Livi?
Amizade é uma coisa importante, te dá suporte, alegria, confiança..sem amigos ficamos tão sozinhos, abandonados..Não parecia mas um ano já havia se passado sem que as dúvidas fossem embora dos pensamentos. Doía tanto ficar sem ela, sem um pedaço do coração..
Ahhh, a faculdade...a galera. Não acredito como conseguimos nos encontrar. São os melhores amigos que podiam existir no mundo, foram as pessoas que eu escolhi para andar, para conviver, pra zoar...pra crescer. Amo cada um deles por sua deficiência, eles não são perfeitos e nem tentam parecer, por isso que me sinto tão a vontade ali.
Encontrei lá um bom motivo pra viver...a simplicidade de um amor fraternal...
Livi sempre será minha irmãzinha, sempre cuidei das pessoas ao meu redor e sempre senti falta de um irmão mais velho, alguém que me enchesse o saco mas me amasse incondicionalmente, que me protegesse e cuidasse de mim...enfim, Bill não era tão chegado assim em mim mas o tempo nos aproxima de pessoas que nunca imaginaríamos, eu amo você..seu chatooo...
sábado, 7 de fevereiro de 2009
De volta ao passado parte 2
A casa se encontrava vazia, um bilhete em cima da mesasugeria um jantar romântico entre pai e mãee uma noite muito longa fora de casa. O único resquício de vida vinha do quartoonde duas garotas paravam de rir aos poucos tomando fôlego.
Livi olhava pra tela do computador mas não era aquela imagem que ela via e nem naquele assunto que pensava, na verdade, já não fazia ideia da que estava a sua frente.
Livi pensava em como aquele seis meses foram estranhos. A amiga estava feliz, namorando, no primeiro mês e meio, no outro um mês e meio a garota que antes andava sempre com um sorriso no rosto estava sempre chorando, gritando e estressada; Nos últimos meses a chorona se transformara numa louca desvairada que não podia ver um cara na frente dela que queria tê-lo pra "ella".
Livi olhou pro lado e viu a amiga olhando vagamente pro teto azul de manchas brancas. A garota olhava pro computador, seus pensamentos iam longe, na tela apareciam dois "aguardando vaga", um dela e outro da amiga, parte dela tinha esperanças de passar, a outra ainda não sabia bem o que fazer. Uma lista de nomes mostrava quem estava classificado, uma lista cheia de notas boas comparada a dela. Com certeza entraria num pré-vestibular e acabaria induzindo Ella á ir junto, depois daria um jeiro de trabalhar em algum lugar que desse pra conciliar tudo. Mais um ano estudando pro vestibular, tava difícil de acreditar.
Livi olhava pra tela do computador mas não era aquela imagem que ela via e nem naquele assunto que pensava, na verdade, já não fazia ideia da que estava a sua frente.
Livi pensava em como aquele seis meses foram estranhos. A amiga estava feliz, namorando, no primeiro mês e meio, no outro um mês e meio a garota que antes andava sempre com um sorriso no rosto estava sempre chorando, gritando e estressada; Nos últimos meses a chorona se transformara numa louca desvairada que não podia ver um cara na frente dela que queria tê-lo pra "ella".
Livi olhou pro lado e viu a amiga olhando vagamente pro teto azul de manchas brancas. A garota olhava pro computador, seus pensamentos iam longe, na tela apareciam dois "aguardando vaga", um dela e outro da amiga, parte dela tinha esperanças de passar, a outra ainda não sabia bem o que fazer. Uma lista de nomes mostrava quem estava classificado, uma lista cheia de notas boas comparada a dela. Com certeza entraria num pré-vestibular e acabaria induzindo Ella á ir junto, depois daria um jeiro de trabalhar em algum lugar que desse pra conciliar tudo. Mais um ano estudando pro vestibular, tava difícil de acreditar.
segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009
De volta ao passado parte 1
A casa se encontrava vazia, um bilhete em cima da mesa sugeria um jantar romântico entre pai e mãe e uma noite muito longa fora de casa. O único resquício de vida vinha do quarto onde duas garotas paravam de rir aos poucos tomando fôlego.
Ella, deitada na cama, olhava pro teto branco com manchas azuis pensando em como tudo acontecera tão rápido. Ás veses ainda sentia falta do carinho, de ficar sem fazer nada, de andar de mãos dadas e ser apresentada como: " minha namorada"... mas sentia muito mais falta do "eu te amo" sincero dele. Não entendia como do júbilo passaram a repulsa em um tempo recorde de três meses. Como os carinhos e os apelidos foram abruptamente substituídos pela agressão e xingamentos, deixaram a desconfiança, o comodismo, a rotina e a cobrança dominarem a relação.
Esses últimos três meses foram os mais loucos, os mais engraçados e os mais tristes que Ella já havia passado. Ás veses se pegava chorando no ombro da amiga lágrimas que não consegui conter, lágrimas que não consegui explicar a causa. Foram três meses que valeram por três anos; Havia conhecido, ficado, saído, dormido com mais garotos do que em toda a sua vida.
Ella olhou pro lado enquanto uma lágrima escorria pelo seu rosto, via o perfil simétrico de Livi olhando fixamente pra tela do computador porém não era aquela imagem que ela via, muito menos naquele assunto que pensava. Ella imaginava no que a amiga estaria pensando...
Ella, deitada na cama, olhava pro teto branco com manchas azuis pensando em como tudo acontecera tão rápido. Ás veses ainda sentia falta do carinho, de ficar sem fazer nada, de andar de mãos dadas e ser apresentada como: " minha namorada"... mas sentia muito mais falta do "eu te amo" sincero dele. Não entendia como do júbilo passaram a repulsa em um tempo recorde de três meses. Como os carinhos e os apelidos foram abruptamente substituídos pela agressão e xingamentos, deixaram a desconfiança, o comodismo, a rotina e a cobrança dominarem a relação.
Esses últimos três meses foram os mais loucos, os mais engraçados e os mais tristes que Ella já havia passado. Ás veses se pegava chorando no ombro da amiga lágrimas que não consegui conter, lágrimas que não consegui explicar a causa. Foram três meses que valeram por três anos; Havia conhecido, ficado, saído, dormido com mais garotos do que em toda a sua vida.
Ella olhou pro lado enquanto uma lágrima escorria pelo seu rosto, via o perfil simétrico de Livi olhando fixamente pra tela do computador porém não era aquela imagem que ela via, muito menos naquele assunto que pensava. Ella imaginava no que a amiga estaria pensando...
quinta-feira, 29 de janeiro de 2009
Duas meninas

Ella abriu os olhos e ainda não era seu quarto, pelo menos ela conhecia o lugar. Livi estava no outro sofá e os gêmeos dormiam no chão. Ella acordou a amiga e foram pra cozinha tomar um café. Conheciam aquela casa como se fosse delas, pelo menos uma vez por semana acordavam lá e não faziam ideia de como haviam chegado ali. Ella muito mais do que Livi...
John e Jonhy foram atraz das duas, aquela noite tinha sido surreal. Os quatro naquela sala, as pernas, os gemidos, os corpos deliciosamente suados e quentes que quebraram o silêncio da madrugada. Livi ficava morrendo de vergonha quando começava a se lembrar da noite, seu rosto corava mas seus olhos expiravam malícia. Ella sabia que a amiga se escondia por trás de uma carapaça inteligente e puritana, mas quando bebia a carapaça caia.
Os gêmeos eram a coisa mais louca desse mundo, faziam uma garota chegar ao orgasmo só com a...bom, eram muito bons naquilo que faziam. Ella havia descoberto a pouco tempo que eram atores de filme pornô, não um deles houvesse dito á ela mas um cara que Ella havia conhecido numa boate, tinha fetiche com filme pornô e a fez assistir um monte deles. Num desses apareceram os gêmeos e o segredo foi revelado, Ella contou a Livi que teve uma crise de riso no meio do bar deixando Ella meio constrangida. Combinaram de nunca tocar no assunto com os gêmeos.
Almoçaram na casa deles e depois foram à casa da Ella, Livi queria entrar na Internet pra ver o resultado final da faculdade. Ella nunca tava interessada mas a amiga sempre corria atrás de tudo pras duas, afinal, elas se amavam...
quarta-feira, 14 de janeiro de 2009
Cabeça quente
Ella chegou em casa, deu um beijo nos seus pais disse á eles que havia dormido na casa da amiga - aquela fulana lembra? - e foi pro quarto . Repousou a cabeça no travesseiro, seus pensamentos voavam, sua mente finalmente parou de pensar e a dor de cabeça se esvaia. Ella fechou os olhos e dormiu um sono sem sonhos. Seu corpo descansou, pode relaxar, como nunca antes ficou em paz.
Foi acordada algumas horas mais tarde pelo toque do telefone. Livi falava com uma voz calma e serena mas Ella sabia que estava preocupada com alguma coisa, eram amigas há anos, não daria pra esconder um sentimento tão óbvio dela.
Livi falava que o ano estava acabando, havia passado na escola por muito pouco e os resultados do vestibular ainda não haviam saído. Precisava tirar a carteira de trabalho pra garantir um sustento e não fazia ideia do que pretendia fazer no futuro. Havia escolhido uma carreira que não dava muito dinheiro mas era um curso fácil de entrar e se identificava com ele, em outras palavras, o seu futuro era um grande mistério. Era uma coisa que a deixava com muito medo, o futuro...tinha tantos sonhos, desejos, vontades e todos pareciam tão distantes nesse momento, como se alcançá-los fosse uma tarefa impossível. Não bastasse a ignorância do que não veio ainda, tinha que dar um jeito em todos aqueles garotos que grudavam em seu calcanhar e não iam embora de jeito nenhum. Não que não gostasse, amava ser idolatrada, assim como Ella, ter todos aqueles bobos aos seus pés era a melhor parte de ser mulher. Entretanto, estava meio cansada disso tudo...
Ella interrompeu a amiga, a única coisa a se fazer é esperar os resultados, se não passarem, paciência, fariam tudo de novo. O importante agora era curtir os últimos dias de "liberdade". Ligou pros gêmeos e combinaram de sair. Esses eram pau pra toda obra, aceitavam tudo, sempre.
terça-feira, 13 de janeiro de 2009
No quarto
Ella abriu os olhos e não reconheceu o quarto. Sua cabeça doía tanto que não conseguia se lembrar de muita coisa. A festa, o álcool, o táxi, o quarto....- merda. Não demorou cinco minutos e Máx estava de cueca, na porta do quarto com um comprimido e um copo d'água.
Sentou na cama ao lado dela e abriu aquele sorriso lindo, com aqueles lábios definidos, bem desenhados. Ella bebeu a água e deu um beijo naquela boca de aparência deliciosa. Máx a puxou pra perto e a apertou contra seu corpo, puxou seu cabelo e beijou seu pescoço. Ella o derrubou na cama e beijou sua boca, mordeu sua orelha e cochichou no seu ouvido - te quero - lambeu seu peito e desceu até a virilha. Ela já estava nua, apenas o lençol a escondia e agora escorria pelo seu corpo deixando-o descoberto.
Ella sentia entre as suas pernas o desejo dele por ela, em movimentos lânguidos eles começaram a se amar. Máx passava a mão no corpo dela com uma delicadeza voraz e ela fechava os olhos imaginando se estava fazendo aquilo por puro instinto mas sem conseguir parar de querer ser toda dele.
Cansados e ofegantes foram tomar banho, separadamente. Ella foi primeiro, quando saiu havia uma blusa a sua espera. De banho tomado, os dois, foram á cozinha tomar café da manhã. Ela não sabia fazer nada, era um desastre na frente do fogão e ele não era muito diferente dela. Improvisaram um pão na chapa com manteiga e um Nescau pra tomarem.
O celular dela tocou, era o outro querendo saber onde havia se metido. Nico não era o preferido dela mas era o mais gostoso deles. Ella deu uma desculpa muito esfarrapada, do tipo: estou na casa da fulana, volto pra casa de tarde. Deu uma risada pro Máx e disse com aquela carinha inocente: " acho que tenho que ir agora".
Máx sabia com quem havia saído, Ella não era dele e ele não era o número um, na verdade nem sabia se já havia conseguido entrar na lista dela. Sair com ela era fácil mas uma saída não garantia a segunda vez. O garoto abriu o sorriso e e deu um beijo na bochecha dela.
Com o vestido de ontem, Ella saiu pela porta com muita dor de cabeça, olhou nos olhos dele e pediu que ligasse pra ela um dia desses. Entrou no elevador e foi pra casa, tinha que avaliar muita coisa na sua vida.
Sentou na cama ao lado dela e abriu aquele sorriso lindo, com aqueles lábios definidos, bem desenhados. Ella bebeu a água e deu um beijo naquela boca de aparência deliciosa. Máx a puxou pra perto e a apertou contra seu corpo, puxou seu cabelo e beijou seu pescoço. Ella o derrubou na cama e beijou sua boca, mordeu sua orelha e cochichou no seu ouvido - te quero - lambeu seu peito e desceu até a virilha. Ela já estava nua, apenas o lençol a escondia e agora escorria pelo seu corpo deixando-o descoberto.
Ella sentia entre as suas pernas o desejo dele por ela, em movimentos lânguidos eles começaram a se amar. Máx passava a mão no corpo dela com uma delicadeza voraz e ela fechava os olhos imaginando se estava fazendo aquilo por puro instinto mas sem conseguir parar de querer ser toda dele.
Cansados e ofegantes foram tomar banho, separadamente. Ella foi primeiro, quando saiu havia uma blusa a sua espera. De banho tomado, os dois, foram á cozinha tomar café da manhã. Ela não sabia fazer nada, era um desastre na frente do fogão e ele não era muito diferente dela. Improvisaram um pão na chapa com manteiga e um Nescau pra tomarem.
O celular dela tocou, era o outro querendo saber onde havia se metido. Nico não era o preferido dela mas era o mais gostoso deles. Ella deu uma desculpa muito esfarrapada, do tipo: estou na casa da fulana, volto pra casa de tarde. Deu uma risada pro Máx e disse com aquela carinha inocente: " acho que tenho que ir agora".
Máx sabia com quem havia saído, Ella não era dele e ele não era o número um, na verdade nem sabia se já havia conseguido entrar na lista dela. Sair com ela era fácil mas uma saída não garantia a segunda vez. O garoto abriu o sorriso e e deu um beijo na bochecha dela.
Com o vestido de ontem, Ella saiu pela porta com muita dor de cabeça, olhou nos olhos dele e pediu que ligasse pra ela um dia desses. Entrou no elevador e foi pra casa, tinha que avaliar muita coisa na sua vida.
Assinar:
Comentários (Atom)