Victor era conhecido por colecionar mulheres, todas queriam entrar na lista dele, eram apaixonadas, coitadas.É um cara charmoso, já com uns 24 anos, galante, até Ella já cedeu ao encanto das suas palavras bonitas.
Victor ficou muito doente, foi parar na UTI com uma pneumunia surreal. Os médicos, alguns eram amigos dele, começaram com a bateria de exames e deram o diagnóstico á ele. Um garotão de (naquela época) 22 anos pegou AIDS porque "esqueceu" de por a camisinha quando foi transar com alguma burguesinha da sua lista. Sua vida se transformou, perdeu alguns amigos para o preconceito mas ganhou outros que o apoiaram e lhe deram força e esperança.
Ella sentou na cama ao lado dele e perguntopu como estava. Victor frequentava terapeutas e ainda não havia se acustumado como coquetel. A menina o abraçou e deu um beijo nele. O beijo dele era arredio, esquivo, não se entregava mais aos beijos que beijava. Seus olhos , antes tão objetivos, vagavam agora sem direção com uma expressão de quem está sempre há procura de alguma coisa. Seu sorriso ficou contido e raramente se ouvia ele rindo. Ficar ao lado dele era como esperar o sol se apagar e a lua cair na Terra.
Eles se deitaram e Ella contou á ele o que estava acontecendo com ela. Victor virou um excelente ouvinte e um ótimo aconselhador, perdeu o medo de demonstrar as emoções, de falar o que sente ou o que pensa. Virou um grande amigo, irmão. Disse á Ella que era medo de ficar sozinha, que beleza não é caráter, ela pode ser do jeito que quiser que por onde passar irá atrair á todos por que seu olhar é amaável, carinhoso e aconchegante.
E antes de fechar os olhos pra dormir, disse com muito carinho pra ela nunca se esquecer: " Nem tudo que reluz é ouro"
Um comentário:
a dimensão que damos aos nossos problemas é, apenas, uma questão de escolha...
"Sei que reclamas em vão
Porque não tens a compreensão
Que o mundo é bom
Para quem sabe viver"
Nascer e Florescer, Velha Guarda da Portela
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