Dois dias haviam se passado, o mundo ainda rodava, sempre pra frente e Ella estava sentada na arei da praia escutando os sons do vento e fumando um cigarro. As ondas quebravam á cem metros adiante e pareciam cada vez mais atrativas. Apagou o cigarro na areia e correu pro mar de roupa e tudo, um mergulho naquela água morna de fim de tarde, naquela praia vazia de início de manhã...
Ella deitada na canga pensava no mundo ao seu redor que nunca parava de andar, nunca pra trás...cansada, exausta de cobranças e pressões que não haveriam de acabar esse ano se deixou derramar uma lágrima no meio daquele deserto onde ninguém haveria de ver sua fraqueza escorrendo pela sua face.
As estrelas que surgiam no céu iam despertando a força, a esperança e um sentimento de passagem no seu coração(ou na sua mente). Se sentiu feliz por estar ali, por ver aquele céu tão lindo que não conseguia mais enxergar da janela da sua casa, sortuda por ter tudo aquilo como espectadores da sua tristeza tão ínfima diante do universo, sortuda por sua tristeza ser tão ínfima diante do universo...
Quis fechar os olhos e dormir ali, pra não acordar mais, pra sumir,pra'quela areia engoli-la e aquela água enterrá-la. Mas como tudo na vida d'Ella, que costumava ser rápido e tumultuado, esse momento foi interrompido pelo toque de um celular que gritava uma música incompreensível aos nossos ouvidos.
Uma voz masculina chamava por Ella, por seus beijos, por seu corpo. Victor aclamava sua presença na casa dele que ficava, simplesmente, do outro lado do calçadão. Ella suspirou, levantou, olhou pro mar e andou. Do outro lado da rua deu uma última olhada pro céu e sorriu, derrepende tudo pareceu mais fácil e gostoso.
quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009
quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009
Sem rumo
Em casa, refletia no que ia ser da sua vida nesse ano. Afogava todas as suas mágoas no álcool, seus estresses no cigarro e sua carência em "ficadas".
A faculdade havia começado e nem sabia se era realmente aquilo que gostava, passava na cabeça a ideia de estar se enganando ou pior, medo de não ser boa o suficiente pra sair de lá empregada. Não confiar na capacidade de sua inteligência, não confiar em si mesma...como cheguei a esse ponto?
Livi sempre soube o que fazer, nunca teve medo, sempre soube do que era capaz...os pais dela nunca a pressionaram pra ser o que eles gostariam que ela fosse, sempre foi a mesma menina, do sorriso doce, dos gestos carinhosos e de andar tímido. Ah, como amava aquela garota, tão delicada em sua essência. Pela diferença a amizade cresceu, mas Livi passou pra facul publica em outro estado. Menina cabeçuda. Estava tão feliz por ela, tanto orgulho da amiga. Tanta falta faria aquela alegria do seu lado...o que seria daqui pra frente viver sem Livi?
Amizade é uma coisa importante, te dá suporte, alegria, confiança..sem amigos ficamos tão sozinhos, abandonados..Não parecia mas um ano já havia se passado sem que as dúvidas fossem embora dos pensamentos. Doía tanto ficar sem ela, sem um pedaço do coração..
Ahhh, a faculdade...a galera. Não acredito como conseguimos nos encontrar. São os melhores amigos que podiam existir no mundo, foram as pessoas que eu escolhi para andar, para conviver, pra zoar...pra crescer. Amo cada um deles por sua deficiência, eles não são perfeitos e nem tentam parecer, por isso que me sinto tão a vontade ali.
Encontrei lá um bom motivo pra viver...a simplicidade de um amor fraternal...
Livi sempre será minha irmãzinha, sempre cuidei das pessoas ao meu redor e sempre senti falta de um irmão mais velho, alguém que me enchesse o saco mas me amasse incondicionalmente, que me protegesse e cuidasse de mim...enfim, Bill não era tão chegado assim em mim mas o tempo nos aproxima de pessoas que nunca imaginaríamos, eu amo você..seu chatooo...
A faculdade havia começado e nem sabia se era realmente aquilo que gostava, passava na cabeça a ideia de estar se enganando ou pior, medo de não ser boa o suficiente pra sair de lá empregada. Não confiar na capacidade de sua inteligência, não confiar em si mesma...como cheguei a esse ponto?
Livi sempre soube o que fazer, nunca teve medo, sempre soube do que era capaz...os pais dela nunca a pressionaram pra ser o que eles gostariam que ela fosse, sempre foi a mesma menina, do sorriso doce, dos gestos carinhosos e de andar tímido. Ah, como amava aquela garota, tão delicada em sua essência. Pela diferença a amizade cresceu, mas Livi passou pra facul publica em outro estado. Menina cabeçuda. Estava tão feliz por ela, tanto orgulho da amiga. Tanta falta faria aquela alegria do seu lado...o que seria daqui pra frente viver sem Livi?
Amizade é uma coisa importante, te dá suporte, alegria, confiança..sem amigos ficamos tão sozinhos, abandonados..Não parecia mas um ano já havia se passado sem que as dúvidas fossem embora dos pensamentos. Doía tanto ficar sem ela, sem um pedaço do coração..
Ahhh, a faculdade...a galera. Não acredito como conseguimos nos encontrar. São os melhores amigos que podiam existir no mundo, foram as pessoas que eu escolhi para andar, para conviver, pra zoar...pra crescer. Amo cada um deles por sua deficiência, eles não são perfeitos e nem tentam parecer, por isso que me sinto tão a vontade ali.
Encontrei lá um bom motivo pra viver...a simplicidade de um amor fraternal...
Livi sempre será minha irmãzinha, sempre cuidei das pessoas ao meu redor e sempre senti falta de um irmão mais velho, alguém que me enchesse o saco mas me amasse incondicionalmente, que me protegesse e cuidasse de mim...enfim, Bill não era tão chegado assim em mim mas o tempo nos aproxima de pessoas que nunca imaginaríamos, eu amo você..seu chatooo...
sábado, 7 de fevereiro de 2009
De volta ao passado parte 2
A casa se encontrava vazia, um bilhete em cima da mesasugeria um jantar romântico entre pai e mãee uma noite muito longa fora de casa. O único resquício de vida vinha do quartoonde duas garotas paravam de rir aos poucos tomando fôlego.
Livi olhava pra tela do computador mas não era aquela imagem que ela via e nem naquele assunto que pensava, na verdade, já não fazia ideia da que estava a sua frente.
Livi pensava em como aquele seis meses foram estranhos. A amiga estava feliz, namorando, no primeiro mês e meio, no outro um mês e meio a garota que antes andava sempre com um sorriso no rosto estava sempre chorando, gritando e estressada; Nos últimos meses a chorona se transformara numa louca desvairada que não podia ver um cara na frente dela que queria tê-lo pra "ella".
Livi olhou pro lado e viu a amiga olhando vagamente pro teto azul de manchas brancas. A garota olhava pro computador, seus pensamentos iam longe, na tela apareciam dois "aguardando vaga", um dela e outro da amiga, parte dela tinha esperanças de passar, a outra ainda não sabia bem o que fazer. Uma lista de nomes mostrava quem estava classificado, uma lista cheia de notas boas comparada a dela. Com certeza entraria num pré-vestibular e acabaria induzindo Ella á ir junto, depois daria um jeiro de trabalhar em algum lugar que desse pra conciliar tudo. Mais um ano estudando pro vestibular, tava difícil de acreditar.
Livi olhava pra tela do computador mas não era aquela imagem que ela via e nem naquele assunto que pensava, na verdade, já não fazia ideia da que estava a sua frente.
Livi pensava em como aquele seis meses foram estranhos. A amiga estava feliz, namorando, no primeiro mês e meio, no outro um mês e meio a garota que antes andava sempre com um sorriso no rosto estava sempre chorando, gritando e estressada; Nos últimos meses a chorona se transformara numa louca desvairada que não podia ver um cara na frente dela que queria tê-lo pra "ella".
Livi olhou pro lado e viu a amiga olhando vagamente pro teto azul de manchas brancas. A garota olhava pro computador, seus pensamentos iam longe, na tela apareciam dois "aguardando vaga", um dela e outro da amiga, parte dela tinha esperanças de passar, a outra ainda não sabia bem o que fazer. Uma lista de nomes mostrava quem estava classificado, uma lista cheia de notas boas comparada a dela. Com certeza entraria num pré-vestibular e acabaria induzindo Ella á ir junto, depois daria um jeiro de trabalhar em algum lugar que desse pra conciliar tudo. Mais um ano estudando pro vestibular, tava difícil de acreditar.
segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009
De volta ao passado parte 1
A casa se encontrava vazia, um bilhete em cima da mesa sugeria um jantar romântico entre pai e mãe e uma noite muito longa fora de casa. O único resquício de vida vinha do quarto onde duas garotas paravam de rir aos poucos tomando fôlego.
Ella, deitada na cama, olhava pro teto branco com manchas azuis pensando em como tudo acontecera tão rápido. Ás veses ainda sentia falta do carinho, de ficar sem fazer nada, de andar de mãos dadas e ser apresentada como: " minha namorada"... mas sentia muito mais falta do "eu te amo" sincero dele. Não entendia como do júbilo passaram a repulsa em um tempo recorde de três meses. Como os carinhos e os apelidos foram abruptamente substituídos pela agressão e xingamentos, deixaram a desconfiança, o comodismo, a rotina e a cobrança dominarem a relação.
Esses últimos três meses foram os mais loucos, os mais engraçados e os mais tristes que Ella já havia passado. Ás veses se pegava chorando no ombro da amiga lágrimas que não consegui conter, lágrimas que não consegui explicar a causa. Foram três meses que valeram por três anos; Havia conhecido, ficado, saído, dormido com mais garotos do que em toda a sua vida.
Ella olhou pro lado enquanto uma lágrima escorria pelo seu rosto, via o perfil simétrico de Livi olhando fixamente pra tela do computador porém não era aquela imagem que ela via, muito menos naquele assunto que pensava. Ella imaginava no que a amiga estaria pensando...
Ella, deitada na cama, olhava pro teto branco com manchas azuis pensando em como tudo acontecera tão rápido. Ás veses ainda sentia falta do carinho, de ficar sem fazer nada, de andar de mãos dadas e ser apresentada como: " minha namorada"... mas sentia muito mais falta do "eu te amo" sincero dele. Não entendia como do júbilo passaram a repulsa em um tempo recorde de três meses. Como os carinhos e os apelidos foram abruptamente substituídos pela agressão e xingamentos, deixaram a desconfiança, o comodismo, a rotina e a cobrança dominarem a relação.
Esses últimos três meses foram os mais loucos, os mais engraçados e os mais tristes que Ella já havia passado. Ás veses se pegava chorando no ombro da amiga lágrimas que não consegui conter, lágrimas que não consegui explicar a causa. Foram três meses que valeram por três anos; Havia conhecido, ficado, saído, dormido com mais garotos do que em toda a sua vida.
Ella olhou pro lado enquanto uma lágrima escorria pelo seu rosto, via o perfil simétrico de Livi olhando fixamente pra tela do computador porém não era aquela imagem que ela via, muito menos naquele assunto que pensava. Ella imaginava no que a amiga estaria pensando...
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