domingo, 7 de novembro de 2010

em branco

Não sabia que havia mais lágrimas pra derramar por você - disse Ella com o caração nas mãos - Então, desculpa pelo passado, até um dia meu amor, único e grande amor...- ouviu ele dizendo com voz trêmula e seus olhos brilhavam talvez pelo reflexo do sol...





Quanto tempo não sentia minha face molhada por águas salgadas e tristes, porque a vida me coloca nessas encruzilhadas onde não consigo simplesmente ir por um lado sem olhar pra trás e pensar " e se eu tivesse ido por ali? como seria? "



- Me deixa te amar mais uma noite? - pediu Ella segurando uma terceira gota teimosa que caia do seu olho esquerdo -

- Eu quis ter a menina mais bela, a princesa mais doce, e eu não consegui tranformá-la em rainha.


Tudo que veio á minha mente foi como pode isso tudo acontecer?? Eu amei até o ultimo momento, até o sabor do chiclete acabar. E então, agora eu vejo já nao resta nada além de lembranças...é bom viver de lembranças? Quando o custume chega e acaba com aquilo que passamos tanto tempo construindo o que faz? Eu parti pra outra. Eu amei outro, me apaixonei, fui tão fleiz, chorei tão pouco, descobri o meu prazer e que não preciso de você..mas que você faz falta. Eu não parei pra pensar no que estava fazendo ou no que queria acreditar ou não..eu simplesmente dei as costas pro que meu medo falava no meu ouvido.."volta, volta pra onde vc se sente bem, pro terreno que vc conhece, pro caminho que vc sabe o final..." Mas não, eu não quis, não aceitei voltar sem antes por em pratica aquilo tudo que acredito.

Eu apaguei você da minha memória, exclui sua lembrança, porque você me faz mal até em pensamento. Apesar de tanto te amar, esse sentimento já não existe mais em mim. Eu queria chorar e chorei muito quando percebi o que estava fazendo..mas não posso continuar a chorar. Eu foquei naquilo que estava a minha frente e vi a lua e olhei pro lado e vi as estrelas..e resolvi me guiar por esse caminho.

A vida, eu sei nunca será facil e legal de ser vivida..mas não será por isso que deixara de ser encarada como uma aventura errante..ainda não vejo com bons olhos e na verdade nem sinto tanta animação..
eu descobri que eu nasci mesmo pra brilhar, hahahaha...sempre todas nós mulheres achamos isso não?!!?
mas e quando achamos que podemos ser boas nisso mesmo, sem brincadeira.
Amo a ideia de ser tua e dos nossos filhos, amo a ideia de me casar com você e rir pra semrpe do seu lado..amo você. E digo porque eu sei que não é loucura ou cego, é totalmente racional...

Ainda vou chorar muito acho, por não te-lo ao meu lado, por ter tudo se acabado, por estar com outra agora...mas eu tambem estarei e serei feliz tambem...crescemos juntos e separados. Te amo aquele amor doente, que precisa de cuidado.

Tantas palavras eu tenho pra desabafar, coisas pra falar, dizer, gritar..qualquer coisa pra não me decepcionar, ou começar a chorar de novo o que ja não tem motivo pra chorar...Meu coração apertado doi, muito mesmo, se aperta e esfaqueia lembrando de você...Por sso optei por te esquecer e se possivel fosse, agora.

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

A liberdade tem seu preço.

" e no teu olhar, tonto de emoção, com sofreguidão mil venturas previ "

" pois há menos peixinhos a nadar no mar, do que beijinhos que eu darei na sua boca "

" é o fundo do poço, é o fim do caminho, no rosto um desgosto, é um pouco sozinho "


" minha dor é perceber que apesar de termos feito tudo o que fizemos. Nós ainda somos os mesmos e vivemos como os nossos pais. "


" azar! a esperança equilibrista sabe que o show de todo artista tem que continuar "


" é, só eu sei quanto amor eu guardei, sem saber que era só pra você "


" pra você guardei o amor que nunca soube dar "

As lágrimas que escorrem pelo meu rosto evaporam ao sol. A menina solitária ainda se sente só, mas não abandonada. Sei que não tenho escolha e apenas vivo com o que tenho, não desejo mais do que posso ou menos do que obtenho. Vivo de acordo com a realidade da minha vidinha. Não sou mais ou menos feliz do que você, apenas não temos a mesma concepção de alegria. Não sorrio com a mesma intensidade que você pois já passei por muita coisa nessa vida, que me amarguraram e cortaram. Queria estar ali, naquela roda dançando, poder me libertar de tudo isso que me prende, mas não consigo, travo nos meus preconceitos invisíveis.

Já tanto me pego esperando por quem não merecia meu tempo, que já não sei mais o que julgar correto. Dói a minha cabeça pensar e resolver. Ponho distância dolorida de você pois conheço seu teatro, me preservo de dúvidas futuras e enganos passados. Mesmo lembrando de como era bom estar ali, já não somos mais os mesmos daquele tempo. Vivemos tanto e tanta coisa aconteceu, involuntárias a nossa vontade, modificando o que temos por dentro, nosso ser. Sempre que lembro, me esqueço, você é mentira.

Vejo ali na esquina uma casa de cor verde onde meu coração corre desesperado pra viver. Procuro travesseiros para apoiar meu corpo, pensamentos cansados de pensar querem repouso no seu corpo, hoje á noite não quero dormir na minha cama. Quero gritar por paz, escutar apenas aquele vento. Quero medo ao dizer não e coragem pra dizer sim. Toco a dor que dói em mim e só. Pra que talvez, um dia, quem sabe, eu possa te dar aquele tal amor??...

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Caeiro

" Nem sempre sou igual no que digo e escrevo. Mudo, mas não mudo muito. A cor das flores não é a mesma ao sol de que quando uma nuvem passa ou quando entra a noite e as flores são cor da sombra. Mas quem olha bem vê que são as mesmas flores. Por isso quando pareço não concordar comigo, reparem bem para mim: se estava virado para a direita, voltei-me agora para a esquerda, mas sou sempre eu, assente sobre os mesmos pés —
O mesmo sempre, graças ao céu e à terra e aos meus olhos e ouvidos atentos e à minha clara simplicidade de alma ..."


O meu olhar é nítido como um girassol. Tenho o costume de andar pelas estradas olhando para a direita e para a esquerda, e de vez em quando olhando para trás...
E o que vejo a cada momento é aquilo que nunca antes eu tinha visto, e eu sei dar por isso muito bem...
Sei ter o pasmo comigo que tem uma criança se, ao nascer, reparasse que nascera deveras...
Sinto-me nascido a cada momento para a eterna novidade do mundo...
Creio no mundo como num malmequer, porque o vejo. Mas não penso nele porque pensar é não compreender...
O mundo não se fez para pensarmos nele (pensar é estar doente dos olhos)
Mas para olharmos para ele e estarmos de acordo.
Eu não tenho filosofia: tenho sentidos...
Se falo na Natureza não é porque saiba o que ela é, mas porque a amo, e amo-a por isso, porque quem ama nunca sabe o que ama nem sabe porque ama, nem o que é amar...
Amar é a eterna inocência, e a única inocência é não pensar...

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Eu nunca guardei rebanhos...

Como falar aquilo que todos vemos mas não enxergamos? Podemos sempre dar uma chance, querer e nunca ser como esperávamos que fosse. Não choro lágrimas que vejo mas sofro da tristeza transparente, de quem não sabe o que sente. Doce como mel os seus lábios a me tocar, quando não conseguimos mais gostar?

Sinto doer em mim esse vazio de não saber aproveitar o que está ao meu lado.


Quando vejo ao meu redor escuto vozes que não ouvi antes. Porque me fiz tão surda?


Quis por querer aquilo que não tinha antes, antes do tempo de poder ter. Pulei o tempo como sempre na pressa de viver, nem dei pela minha vida. E ela continua a viver sem mim, me deixando pra trás nessa solidão de quem não fica sozinha, de quem procura companhia, errada.


Não que a vida seja uma merda, mas poucas coisas nos fazem realmente ter vontade de viver. Comigo, cada detalhe é milagre. Me sinto sufocada com tanta vida, não posso com tamanha alegria..isso é de mais pra mim. Vejo em tudo dor, procuro sim, o sofrimento na vida e vivo ele muito mais intensamente.

" Toda loucura tem que ter um pouco de juízo e todo juízo tem que ter um pouco de loucura " cadê meu juízo onde só enxergo loucura? cadê a vida morta nos braços, no leito, do beijos morno da viúva que chora no pé da cova? Não tenho palavras que consolam, tenho palavras verdades, ditas.

Seguro tudo que posso pra não perder nada. Vivo errado pra ter o que eu quero, não sigo suas regras, crio as minhas, e manipulo pra que todos aceitem o que eu faço. Não é corretamente aceito socialmente falando, mas admita que fazemos isso. Controlamos o que alcançamos, regulando o que podemos, socamos e chutamos as paredes quando não temos.

Sabe aquilo que seus olhos veem? por um acaso eles enchergam? eles desejam? o que você pode tocar? é bom? macio? áspero? mas você gosta? quer ter? eu quero ser sua. Me toque então, me tenha sempre, não me perca, não me deixe fugir, não lamente, não pense, faça. Me engula na aventura.



Eu nunca guardei rebanhos, mas é como se os guardasse. Minha alma é como um pastor, conhece o vento e o sol e anda pela mão das Estações a seguir e a olhar. Toda a paz da Natureza sem gente vem sentar-se a meu lado. Mas eu fico triste como um pôr de sol para a nossa imaginação, quando esfria no fundo da planície e se sente a noite entrada como uma borboleta pela janela.
Mas a minha tristeza é sossego porque é natural e justa e é o que deve estar na alma quando já pensa que existe e as mãos colhem flores sem ela dar por isso.
Como um ruído de chocalhos para além da curva da estrada, os meus pensamentos são contentes. Só tenho pena de saber que eles são contentes, porque, se o não soubesse, em vez de serem contentes e tristes, seriam alegres e contentes.
Pensar incomoda como andar à chuva quando o vento cresce e parece que chove mais.
Não tenho ambições nem desejos ser poeta não é uma ambição minha é a minha maneira de estar sozinho.
E se desejo às vezes por imaginar, ser cordeirinho (ou ser o rebanho todo para andar espalhado por toda a encosta a ser muita cousa feliz ao mesmo tempo),
É só porque sinto o que escrevo ao pôr do sol, ou quando uma nuvem passa a mão por cima da luz e corre um silêncio pela erva fora.
Quando me sento a escrever versos ou, passeando pelos caminhos ou pelos atalhos, escrevo versos num papel que está no meu pensamento, sinto um cajado nas mãos e vejo um recorte de mim no cimo dum outeiro, olhando para o meu rebanho e vendo as minhas ideias, ou olhando para as minhas ideias e vendo o meu rebanho, e sorrindo vagamente como quem não compreende o que se diz e quer fingir que compreende.
Saúdo todos os que me lerem, tirando-lhes o chapéu largo quando me vêem à minha porta mal a diligência levanta no cimo do outeiro. Saúdo-os e desejo-lhes sol, e chuva, quando a chuva é precisa, e que as suas casas tenham ao pé duma janela aberta uma cadeira predileta onde se sentem, lendo os meus versos. E ao lerem os meus versos pensem que sou qualquer cousa natural — Por exemplo, a árvore antiga à sombra da qual quando crianças se sentavam com um baque, cansados de brincar, e limpavam o suor da testa quente com a manga do bibe riscado.

domingo, 26 de setembro de 2010

Desiludida.

Se antes tão triste me olhava no espelho querendo não ver reflexo, hoje fico feliz sabendo que tenho você na minha vida. Rindo e gritando, você nunca me faria chorar, me toca os lábios com carinho, respira no meu beijo com doçura. seu corpo me engole numa onda de frescor, nada disso seria novidade se não fosse nós dois ali. A situação nos faz estranhos no meio de tanta intimidade. SE ainda resta na vida felicidade, vejo em você esperanças.

Devagar vou reestruturando meu castelo, imaginando meu príncipe e como será seu cavalo branco. Quero ainda tudo aquilo que queria quando era a princesa do meu pai. Me perguntou sobre casamento, e me lembrou o quanto eu acreditava nisso tudo. Voltou à lembrança sonhos que esqueci nas lágrimas da dor.

Bonito é ver que tem gente que ainda ama, que crê nisso tudo e nos leva junto prum mundo que já não acreditava existir.

Quero a verdade disso, o porque a razão de ser assim. Entender como ainda não se corrompeu com o que cerca a liberdade, prendendo a felicidade atrás de grades tristes. Meus olhos não enxergam isso que você vê. Sinceridade, já houve tempo em que na minha vida cor de rosa era tudo lindo e cheio de amor, mas fiquei cega quando meu coração cansou de ser desiludido., o amor é exatamente isso, ilusão, ninguém quer ser desiludido, ver um mundo que mata você e se diverte com isso. Um lugar onde as pessoas te dizem o que deve ou não fazer, e se acham os donos da verdade. O que é a verdade?

Por isso eu acho bonito, você me dizer que acredita no amor, só os bobos apaixonados são capazes de aceitarem ser iludidos e não se sentirem ridículos com isso.

domingo, 5 de setembro de 2010

Quem sou eu?

E me achei no termo sem saber o que eu era ou o que estava fazendo. Até que alguém me falou: você é um caco de vidro em cima do muro. Sim, quem passa por mim pra chegar ao outro lado não só se arrisca como também sai machucado. E eu? eu fico suja, com marcas e resquicios da carne daquele que quis pular o muro invés de abrir o portão. Eu sou o desafio e a aventura mas uma hora a pessoa se cansa da brincadeira e toca a campainha. E eu fico ali, sozinha novamente, aguardando que outro alguém resolva se aventurar pelas minhas pontas afiadas. E tenta até sair ileso e quando o desafio é superado, toca a campainha.



Aos seus olhos o que eu fui? NADA; me conformo com o nada...mentira. Ser nado dói num coração que não existe. MInha carne fresca nunca foi desejada ás suas mãos, elas me cortarm, me arranharam e dilaceraram minha alma. Seu corpo penetrando em mim sufocou meu gozo, morreu, enforcado, esfaqueado. Meu útero chora a sua falta. Meus lábios secos, cortados, sangram a falta de você e minhas mãos, seu rosto, já não acham razões para ter dedos. Meu monte de eu procura onde foi que você injetou o veneno, corre em meu sangue e cresce matando no meu ventre.



Aos seus olhos o que eu sou? Objetivo, me possuir, me conquistar, poder dar mesmo que a força um beijo nos meus lábios. Minha carne fresca, meu corpo mudado, estranho, dilacerado você quer comer na mesa de jantar, na cama, no canteiro de flores. Seu cheiro de álcool me dá medo, não sei se pensa com que que cabeça. Sua falta de lucidez lhe dá coragem, agora, possui, entra em mim achando que plantará a ânsia de ser sua em meu colo. Meus olhos lânguidos procuram no céu respostas, não tento te tirar daqui, canso, eu quero, choro, morro em seus braços e mesmo assim não para.


Aos seus olhos o que serei? Eu ainda não sei.

Sou só uma garota confusa procurando paz de espirito, nos seus braços, outros abraços. Me perdendo mas nunca me achando. Sabendo que poderei me arrepender, doer em minha alma morta não ter querido te ter mais uma vez. Presa em mim mesma não consigo fugir. Mas pra isso não desisto, entrei no labirinto quando nasci e não vai ser morrendo que encontrarei a saída. Não sei quando e nem se algum dia sairei dele, mas sei que tudo que possui um começo tem também um fim.

Se já não morri, não sei porque me mantenho viva.

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Traga-a para mim

Sentei hoje á frente do computador e queria escrever. Queria falar e gritar, tava com tanta raiva dentro de mim que não conseguia por em palavras o que estava se passando com meus hormônios nessa sopa de elementos nojentos do meu corpo podre. Sei que minha cabeça doía e minhas mãos tremiam, meu coração batia rápido e se contorcia num malabarismo para me deixar enjoada de viver. E conseguiu.

Quero vomitar as alegrias e felicidades não vividas, quero matar as esperanças ainda vivas, quero que tudo se queime na falta de fé e boa vontade das pessoas fúteis e escrotas que vivem nessa merda desse mundo. Não quro saber, cansei...escutou? EU C A N S E I !!!!!!!!!!!! tô farta desse mesquinhez sempre, dessa preocupação de ter que ser e ter e blá blá blá e essa palhaçada todo que virou a vida dos seres humanos.

Uma vez, e poucas veses voltarei a falar desse amigo, disse que largaria tudo na boa pra ir viver no mato sobrevivendo da pesca...mentira, assim como tudo que sai da boca dele, essa era apenas mais uma mentira contada para me fazer ir pra cama com ele...nojo, escargo...nunca conseguiremos nos livrar na sociedade. Ela nos segue e nos conduz num corredor em direção á igualdade de pensamentos, lavagem cerebral, faremos tudo o que mandar ó mestra...putaria pura

Queria escrever as palavras que meu peito dói, meu estômago roda e meu mundo gira cada vez mais rápido em direção á morte...MORTEEEEEEE , quando acho que chegou minha vez ela se perde nos caminhos dos mortos...esquece de mim e diz que vem me buscar numa outra hora...será que faz de sacanagem? linguagem chula..pra ver sofrer nesse purgatório?! porque será que nunca chega?

Eu já me cansei de imaginar aminha morte, tá tentei cortar os pulsos e não consegui, tiraram as giletes de perto de mim, não as achei mais. Tentei uma vez me cortar com a faca mas chegarm á cozinha antes de enfiá-la no peito..o que cheguei mais perto da morte foi tomar um monte de comprimidos para dormir e acabei vomitando no meio da sala. A morte conspira contra mim, não há nada que eu possa fazer pra mudar a situação..não consigo e nem posso enganar a morte para morrer...mas será que consigo boicotar avida?